Entendemos a formação de professores não só como uma atividade de ensino-aprendizagem que se efetiva através da aquisição de novos conhecimentos sobre a escola e sobre o ensino. Tornar-se professor é uma construção de si mesmo, um processo permanente que se nutre de diferentes fontes e de diferentes movimentos:
“Compreender como uma pessoa se formou é encontrar relações entre as pluralidades que atravessam a vida. Ninguém se forma no vazio. Formar-se supõe a troca, experiência, interações sociais, aprendizagens, um sem fim de relações. Ter acesso ao modo como cada pessoa se forma é ter em conta a singularidade da sua história e sobretudo o modo singular como age, reage e interage em contextos” (Moita, 1995, p.115).
O processo de formação, nesta perspectiva, pode ser considerado como um movimento através do qual se forma e se transforma a identidade da pessoa. Processo como cada um, permanecendo si mesmo e se reconhecendo ao longo de sua história, se forma, se transforma, em interação.
Moita, Maria da Conceição. Percursos de formação e de trans-formação. In: Nóvoa, A. (org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1995.